Introdução.
(Os personagens e fatos retratados aqui são fruto da imaginação fértil (ou não) ... Qualquer semelhança com fatos e pessoas reais é mera coincidência.)
Era uma vez uma simples menina, ela não era bonita, não era engraçada, não era uma boa pessoa. (do ponto de vista dela). Se considerava um zero a esquerda, completamente sem utilidade. Tinha cabelos escuros, ondulados, pele morena, olhos grandes e um corpo magro e feio. Morava em uma casa simples, com uma janela pequena onde sempre estavam dois gatos de olhos bem azuis e pelos brancos. Sua rotina era casa - colégio - casa, sempre. Gostava de desenhar, criava desenhos de todos os tipos, havia um pouco de imaginação ali. Sentava na cadeira da cozinha, e se apoiava em uma mesa grande e espaçosa, pegava uma folha, um lápis e uma borracha, ali começava a pôr sua imaginação para o papel. Adorava fazer aquilo, sempre que se sentia bem o suficiente (sentimentalmente).
Essa menina, tinha um amor, uma admiração incondicional pela chuva, mas falarei disso mais tarde...
Essa menina, tinha um amor, uma admiração incondicional pela chuva, mas falarei disso mais tarde...
Seu humor era uma incógnita, as vezes sorria, as vezes chorava e isso em um intervalo de tempo bem curto, ninguém a via chorar, ninguém. Chorava em silêncio, lágrimas que ao descerem pelo seu rosto, ardiam como ácido caído sobre a pele. O motivo de tanta tristeza eram acontecimentos mínimos que ocorriam eu seu dia a dia. Ela era bastante sentimental, qualquer coisa, qualquer coisa que fosse a machucava, mas ninguém sabia disso, por isso ela sofria. Seu sorriso até que era bonito, mas saía poucas vezes. A rotulavam de '' A menina antipática'', não fazia isso porque quisesse, mas sim porque não davam espaço a ela.
