sábado, 30 de julho de 2011

Procurando justificativas


Às vezes transmito de mim para os outros uma imagem errada. Transmito uma pessoa que não sou. Um lado ruim de mim. Isso não é bom, porque dizem que a primeira impressão é a que fica. O que acontece para eu passar esse tipo de coisa é que há pessoas que me passam medo, insegurança, timidez. Não me considero muito tímida, mas há pessoas que me deixam assim. Acabo me fechando em uma janela de seriedade, antipatia. Ocorre então, que bem lá no fundo, eu gosto dessa pessoa, tenho curiosidade e vontade de falar com ela, sinto que ela é bacana, mas acabo não tendo coragem para dar o primeiro 'Olá'.  Fujo de qualquer situação que a envolva.
Eu já procurei me justificar à isso, mas acabei concluindo que isso é bobagem da minha cabeça. E que todo e qualquer ser humano transmite um pouco de cada coisa. Cada ser carrega consigo uma ar de seriedade, timidez, medo... Cabe a mim mesma criar a coragem necessária para tentar dar o primeiro passo, porque nada acontece no mundo se você não tentar. Porque tentar faz parte da perspectiva humanista de cada um, e a sua lei é tentar sabendo que pode dar certo ou errado. Me sentindo segura ou não, o mundo não pára somente porque eu estou com medo. O mundo não pára somente porque estou sem vontade. O mundo gira e te obrigada a girar com ele, e se desobedecer você desaba na primeira volta de 360 graus.
Eu estou a cada dia, conhecendo mais esse mundo, essas pessoas e tudo aquilo que eu tenho certeza que não existem por acaso. Na verdade nada nessa vida acontece por acaso. E disso eu tenho certeza! (:

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Então...


Vamos pensar um pouco. Eu sei que algumas pessoas não estão acostumadas a fazer isso, mas tem um cérebro aí não tem? Então tenta usar.
O que você sente, no seu interior, bem lá no fundo, quando você fala mal de alguém? Qual o sentimento que flui de ti, qual a perspectiva humanista você tem ao fazer isso? Sem resposta? Ok, eu já esperava isso. Por isso mostro-lhes aqui alguns argumentos:
1- Não sei se você tem uma vida felicíssima pra acabar querendo estragar a de alguém, mas sabe, esse alguém quer ser feliz tanto quanto você.
2- No mundo existem mais de milhões de seres humanos, e todos eles tem objetivos e expectativas, não pense que o mundo gira apenas para você.
3- O que te faz pensar que todos os que são ofendidos por você, vão aceitar a sua implicância e ficar quieto? Na boa, nem todo mundo tem o pavio longo.
4- Ao invés de olhar para os outros, olhe para si, perceba que dentro de você existe alguém pedindo uma mudança, atenda.
5- Sua felicidade pode triplicar fazendo isso. (:

Este foi um episódio de: Presta atenção e usa a massa cinzenta. 

domingo, 24 de julho de 2011

O futuro da humanidade


[...] Inesperadamente, Falcão olhou para o infinito e começou a interrogar o Criador. Ele falava com Deus como se fosse seu amigo.
- Ei! Quem é você que está por trás da cortina das nuvens? Por que você se esconde atrás do véu da existência? Por que silencia a sua voz e grita através do fenômenos da natureza? Por que gosta de se ocultar aos olhos humanos? Sou uma ínfima parte do universo, mas clamo por uma resposta. Deixe-me descobri-lo.
Marco Polo ficou espantado com esse diálogo singular. Entretanto, mostrando um ar de intelectual, virou-se orgulhosamente para o amigo e disse:
- Falcão, Deus não existe. Ele é uma invenção espetacular do cérebro humano para suportar as limitações da vida. Desculpe-me, mas, para mim, a ciência é o deus do ser humano.
Numa reação surpreendente, Falcão se levantou. Subiu no banco da praça e começou a chamar aos gritos todos os que ali passavam. Com gestos histriônicos, bradava:
-Venham! Aproximem-se! Vou mostrar-lhes Deus!
Num instante reuniu um grupo.
Marco Polo ficou apavorado. Nunca vira Falcão reagir assim. Tentava acalmá-lo, sem êxito. Ele continuava gritando: 
-Deus está aqui! Acreditem! Vocês ficarão perplexos ao vê-lo.
Marco Polo achava que Falcão entrara num repentino surto psicótico, estava tendo uma alucinação. Procurava ansiosamente pegar nem seu braço para que ele se sentasse. De repente, Falcão silenciou. Apontou as duas mãos para Marco Polo e disse em altos brados:
-Eis Deus aqui, em carne e osso!
Marco Polo ficou assustado. Um burburinho reinou entre os ouvintes.
- Acreditem! Este jovem é Deus! Por que lhes afirmo isso? Porque ele acabou de me dizer que Deus não existe, que é um mero fruto do nosso cérebro! Vejam só! Se este jovem não conheceu os inumeráveis fenômenos dos tempos passados, se ele não desvendou como ele mesmo consegue entrar em seu cérebro e construir seus complexos penamentos, e, apesar de todas essas limitações, ele afirma que Deus não existe, a conclusão a que cheguei, meus amigos, é que este jovem tem de ser Deus. Pois só Deus pode ter tal convicção!
A multidão ficou boquiaberta. O discurso do indigente era tão inteligente que esfaleceu não apenas a soberba de Marco Polo, mas o orgulho das pessoas que o ouviram. O jovem ficou vermelho de pasmo.
Falcão desceu do banco  sentou-se. Desembrulhou um sanduíche e começou a degustá-lo. Com a boca cheia, falou para Marco Polo:
- Sabe que sabor tem esse sanduíche?
Marco Polo , envergonhado, meneou a cabeça dizendo que não.
Falcão prosseguiu:
- Se você não tem segurança para falar de algo tão próximo e visível, não fale convictamente de algo tão longe e intangível. Não é sensato.
O jovem travou sua inteligência. Pela  primeira vez não achou qualquer frase apar rebater. Apenas disse:
- Não precisava exagerar.
Falcão retrucou:
- Se você disse que é ateu, que não crê em Deus, sua atitude é respeitável, pois reflete sua opinião e convicção pessoal. Mas dizer que Deus não existe é uma ofensa à inteligência, pois reflete uma afirmação irracional. [...]


Este é o trecho do livro  que estou lendo ''O futuro da humanidade'' do autor Augusto Cury. A emocionante história de um médico e um mendigo em busca de uma mendo melhor. É muito bom, eu recomendo! (:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Choque de realidade



Você já teve? Não queira, é terrível. É aquele momento em que você pára e percebe que está fazendo algo errado. Ou que tudo ou metade das coisas que você fez são erradas e que não te levaram, não estão te levando e não vão te levar a nada. A sensação é de desapego ou arrependimento, não sei, é uma mistura de sentimentos. É como se você não se reconhecesse mais e o que você quer que aconteça é se esquecer. Você entra em um labirinto que fica nos seus próprios pensamentos e parece que não vai sair de lá nunca! É, eu sei, parece estranho, mas é isso mesmo que acontece. Você não sabe mas nem o que pensar, mas sabe exatamente o que vai fazer a partir daí. Esse choque dói mais que uma descarga elétrica, as queimaduras são de terceiro grau e ficam no coração. As consequências? São ótimas, acredite! Sei que parece algo controvérsio. Mas depois de tê-lo você começa a se orgulhar, a se animar a sentir que teve a capacidade de cair em si. Mas claro, depende de cada pessoa. No meu caso, por exemplo, eu senti uma paz inexplicável, é como se eu tivesse ganhado uma chance, tipo como se eu tivesse ganhado um folha nova, em branco, para desenhar novas coisas. Depois disso a sua reação é repleta de vontade, você quer mudar tudo imediatamente mas sabe que as coisas vão mudar aos poucos. Apesar disso você se enche de felicidade. 
O choque de realidade é uma coisa que poucas pessoas conseguem, tem a sorte de sentir. Com ele, você pode perceber o quanto é humano e o quanto você ainda pode mudar. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011



Quando estou com os meus amigos sou mais idiota que o normal.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre a minha ''ingenuidade''



Eu fico me perguntando algumas vezes... Como alguém pode um dia dizer-te que não tem amigos? Pode dizer-te que não existe uma verdadeira amizade? Tudo o que sei é que uma vida sem amigos é uma vida seca. É como não regar uma plantinha que vive em um vaso. Enfim, só quero ser objetiva com meus compromissos e tentar ser o que de fato eu sou. Me incomoda o fato de saber que há pessoas falsas. Mas o mais difícil de aceitar é que, essas pessoas falsas são seres humanos. São mesmo, acredite. O fato é que eu não me conformo com muita coisa desse mundo e não enxergo a verdade justamente por isso. 
1. Porque há homens que traem as suas mulheres e há mulheres que traem seus homens? Cadê o amor que eles juraram um ao outro?
2. Porque uma pessoa não pode parar de julgar pela aparência ou pelo dinheiro que alguém tem?
3. Porque os homens não podem olhar para as mulheres sem estar com segundas intenções?
4. Porque as pessoas não podem falar das diferenças umas das outras na cara, frente a frente?
5. Porque eu não posso pensar que alguém que já matou pode se arrepender e viver feliz?
 Ainda tenho muitos ''porquês'', mas a verdade continua ali, escondida como se estivesse com medo de eu vê-la e ficar feliz ou decepcionada. Tá, eu só quis desabafar...

Trágico!

terça-feira, 12 de julho de 2011



Às vezes eu penso que deveria ter feito certa coisa. Assim, não estaria aqui com essa dúvida e curiosidade de saber se o resultado seria bom...


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um pensamento meu


Através da chuva percebo a alma das pessoas.


Percebo quanto posso mudar.



E percebo o quanto o mundo já mudou.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.


 Caio Fernando Abreu .

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A menina que gostava da chuva - Capítulo 9

27 de Julho de 2009


''O dilema de Diogo

Após o acontecido Diogo respeitou a vontade de Isabela e ficou longe dela por 24 dias. Ele mesmo não sabia como havia conseguido viver todo esse tempo sem a ver, sem a tocar, beijar e sentir seu cheiro. Os dois, apesar de pouco tempo, se amavam como apaixonados de mais de 2 mil anos. Tinham um elo que não havia palavras que pudessem descrever. Os dias passavam devagar demais para suportar estar fazendo algo sem ela. A rotina parecia desgastada e passar em frente a casa de sua namorada era como andar na chuva  sem guarda-chuva e querer sair seco. E falando na chuva, durante esses 24 dias, choveu. O que era um tormento para Diogo, Isabela adorava a chuva mais do que ninguém e cada gota de caia era uma lembrança que ficava. Os momentos ao seu lado. Os vídeos engraçados gravados na praça. Seu quarto parecia uma câmara de tortura, mas agradável, cheirosa, um cheiro meigo.
No colégio tudo voltou a mesma coisa de sempre. As meninas se engraçando para o seu lado. Os seus colegas fazendo pirraça com os nerds. As aulas demoravam uma eternidade. Isabela estudava em outro colégio e seu turno era o oposto. Diogo era uma cara feliz, animado com tudo. E mesmo triste com perda da namorada ele não deixava transparecer sua tristeza quando estava com seus amigos. Amigos que ele conhecia desde sua infância. Mesmo assim, eles sabiam o que se passava, mas deixavam tudo como estava, não tinha muito o que fazer.

28 de Julho de 2009

Eram 14:47 . Diogo estava na velha praça lendo, quando recebeu um telefonema. Era Isabela.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fugindo dele


Não gosto de fazer isso. Normalmente eu não faço. Eu vivi tantos momentos lindos há alguns dias e, sinceramente, me sentirei culpada se em algum dia da minha vida, estando velha e com a memória frágil, eu esquecer de tudo. Porque há certas coisas que só se enxergam estando de olhos fechados, os olhos do coração também. Eu andei pensando (coisa difícil de acontecer) que o melhor que eu tenho que fazer é fugir daquele sentimento. O amor. Mas, oh, como se foge de uma coisa dessas que não chega nem a ser uma coisa? Não chega a ser algo. Não chega a ser sonho. Apenas chega, chegando. Eu sorrio ao pensar que consigo sentir por alguém algo que só havia sentido por membros da família e amigos. Pela primeira vez eu senti a vontade de estar com uma pessoa, de olhar nos olhos dela, de dizer: tipo assim, eu te amo =P.
Mas porque tenho que fugir? Chega até a desafiar as leis da natureza. Não cheguei a chorar por isso, juro que não. Eu fiquei extremamente espantada quando, em um belo dia, meu coração começou a saltar, quase que pulando para fora, ao simplesmente olhar para um ser humano. Que engraçado. Eu pensei: Oi, coração? Tudo bem por aí? Quer uma água com açúcar? (Vem cá, quem algum dia disse que água com açúcar acalma?). Mas era tarde demais, ele já estava pulando. Aconteceu assim comigo, quando me apaixonei pela primeira vez. Não tenho vergonha de dizer isso, mesmo sendo aqui em uma página pública na internet, a qual qualquer um pode ver. Isso é um texto, com as palavras mais sinceras que eu poderia escrever. E sei lá, alguém pode se identificar com o que eu sinto, ou não. 
E porque mesmo eu tenho que fugir? Porque meu coração me telefonou dizendo que cansou de pular e não poder pular junto com o outro. Cansou de ficar super nervoso. Daí ele pediu para eu fugir. Então eu respondi: Ok, se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao meu coração que fujo! E é assim que estou decidindo. Ainda tenho muito o que viver, e pela milésima vez digo: ponto final hein! :)