terça-feira, 29 de novembro de 2011

Carta de despedida


São Paulo, 12 de Dezembro de 1962

Tenho andado pela casa me perguntando onde erramos. Depois da discussão da semana passada não consigo mais te reconhecer... Eu te amo como nunca amei alguém, porque como já te falei, você foi o meu primeiro namorado e vai ser difícil te esquecer, sim, vai. Ainda não acredito que terminamos, depois de três anos, um tempo longo e que eu esperava que nunca passasse. Estou tão triste, escrevo-te chorando e tomando cuidado para que as lágrimas não molhem o papel. Você sempre dizia que eu sou muito emotiva e choro por tudo e me adorava por isso, só não gostava de assistir a filmes românticos comigo.
Sabe, estou tentando entender porque você fez aquilo comigo. Se te faltava alguma coisa, porque não falou para mim? Com tanto tempo de carinho e declarações de amor, claro, eu acreditava que você também me amasse, como alguém fingiria tão bem? O amor é coisa rara, e só é representado tão bem por quem realmente o sente, e, sorte daqueles que o sentem... Eu poderia dizer-te muitas vezes, eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo, mas creio que você leria o primeiro e partiria para a conclusão de tudo. 
Bem, estou partindo para Londres, quero fugir de todas as coisas que me lembram você, mas sei que as lindas lembranças, infelizmente, essas não poderei deixar, pois não consigo, nem se eu fosse para o Japão. Todas aquelas fotos que tiramos, eu irei guardar com todo carinho, porque não descarto nunca, as pessoas que passam pela minha vida. Mas quero relembrar de nós dois muito vagamente. Amei tudo o que passamos juntos e espero que você tenha a mesma felicidade com as pessoa que foi a única causa da nossa separação.
Apesar da nossa discussão ter sido apenas uma troca de olhares, porque eu não gosto de discussões e você sabe disso, resolvi escrever uma carta. Agora eu sei que, provavelmente você leu, amassou, a jogou pela janela e agora ela está molhando na chuva, sendo apagada pelas gotas d'água que caem forte, levando embora a nossa linda história.
Adeus.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

No quintal da minha casa


 O verde para mim transmite uma sensação de paz, porque é a cor oficial da natureza. O azul transmite imensidão, o quão é infinito o céu, dá vontade de voar. Essas duas cores passaram a ser as minhas preferidas. De um tempo para cá eu tenho valorizado mais os aspectos ambientais. No quintal da minha casa, tem um pé de manga que faz uma sombra enorme, onde eu sento, observo tudo, inspiro e começo a escrever, seja que texto for. É impressionante como cheiro do vento me trás lembranças futuras, estranho mesmo. Sei que as lembranças são de coisas que já aconteceram, mas sinto o cheiro do amanhã. A cor da terra me atrai para baixo e me faz ver o que eu somente sinto, sentimento invisível, a loucura na minha imaginação.
Os pensamentos avulsos me fazem pensar em mil coisas das quais eu já havia pensado ontem, anteontem, mês passado... Tenho até a sensação de que não há lugar melhor que quintal da minha casa. Sinto as palavras surgirem inesperadamente, procurando seus espaços e se encaixando todas uma a uma. Ah, se o tempo parasse, ah se ele voltasse. O tempo presente às vezes retorna ao passado e me dá uma rasteira fazendo com que eu volte para ontem, na hora do gostoso abraço e o delicioso beijo. Acho que ouço sinos e um pequeno tilintar... Ah! É que já vem vindo Dezembro, o natal já vai chegar! *-*


Fui achada pelo amor


Hoje recebi uma declaração de amor. Me parecia estranha e um pouco confusa por conta da caligrafia do indivíduo. Estava escrita em um papel sem enfeites, também porque apenas o conteúdo interessava. É a primeira vez que me escrevem e por isso fiquei radiante. Diferente das declarações comuns, a carta estava com pouco melancolismo, muita sinceridade e cheia de exemplos, para completar, um tanto engraçada. Confesso que fui surpreendida. Um vez me perguntaram se alguém já havia se declarado pra mim, eu respondi que o amor pode ser confuso, declarativo e em meados do século XX. Evidentemente o autor da pergunta não entendeu e muito menos eu, mas era a explicação que eu sempre dava sobre o amor.
Não tive vontade de contar sobre a carta para ninguém, ela ficou guardadinha na gaveta da cômoda. Me passava pela mente que algo tão singelo deveria ser um segredo. Eu a li três vezes. Na primeira achei que não era para mim. Na segunda tive vontade de amassar. E finalmente na terceira entendi o espírito da coisa. A carta dizia o seguinte:

''Queria saber por quanto tempo eu iria continuar sem sentir aquele nervosismo de estreia, as mariposas no estômago e uma sensação de vergonha. Mas então que droga eu estaria pensando? Bem, não me entenda mal, ao contrário do que eu imaginava, não foi culpa minha eu me... Como se diz mesmo? Ah! Me apaixonar por você, Clarice. Tive que pesquisar em muitos livros para entender o significado da palavra amor. (Significado: Afeição profunda; objeto dessa afeição, conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem um instinto forte; Afeto a pessoas; paixão; entusiasmo.) É, eu acho que sinto tudo isso por você. Desculpa o mal jeito Clarice, é que eu te amo.
Ps.: amo muito...''

O espírito da coisa é que não era uma coisa e sim uma coisinha fofa. Eu ainda não sei quem é, mas no verso da carta tinha: "De: alguém confuso, e que se declarou para você como em uma história do século XX que eu li em um livro."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Viva e deixe viver (:



 "Não deixe os idiotas te darem depressão
Dê a volta por cima com mais uma rodada..."
Rihanna

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Who says?



Quem disse que você não pode ser o que quiser? Uma vez me falaram que ser o que se imagina é uma insanidade estando em pleno século XXI com todos as eventualidades que acontecem. Então, eu respondi, que em se tratando de insanidade, para que maior do que a de haver seres humanos que simplesmente existem e desconhecem o significado da palavra -viver-? Então eu volto à velha perguntinha... Quem disse?
Quem disse que você não pode um dia ser very feliz? (se já não for)
Quem disse que você não pode fazer o que quiser?
Quem disse que você não pode passar o dia inteirinho sem fazer absolutamente nada?
Quem disse que você não pode esquecer os planos que vem tendo desde sempre?
Quem disse que você não pode mudar?
Quem vem te dizendo tanta coisa que você fez questão de ouvir? Estamos aqui falando da sua vida, e sobre ela quem decide tudo é você, sabia? Pois é. Você decide o que você quer fazer, você decide o que você quer ser, você é a única pessoa que pode encontrar o caminho da sua própria felicidade. Ah mas você não sabe como fazer isso? Quem disse?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

  

O que seria da minha vida sem a música? Nada!





Não sei você, mas eu sou  feliz com tudo o que tenho, até com o que eu não tenho.





Se mudei? Mudei, e segundo a mim, mudei para melhor! Porque se eu estou mais feliz assim, é porque estava vivendo 
do jeito errado! ;)



“Um conceito tão simples, no entanto tão verdadeiro: aquilo que desejamos já está a nossa frente; nós somos os criadores do próprio destino. Seja intencionalmente seja pela ignorância, nossos sucessos ou fracassos eram trazidos por ninguém mais ninguém menos que nós mesmos.” A arte de correr na chuva – Garth Stein
...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mudou



Ela acordou, foi até a varanda de onde se podia ver as montanhas. O vento vinha cada vez mais suave e ela só conseguia pensar em um coisa. Ela apenas respirava fundo e se perguntava como aquilo poderia estar acontecendo com ela. Passara os dois últimos dias pensando nele. E sempre que tocava aquela música ela sentia seu cheiro. Não o cheiro do seu corpo, mas o cheiro do seu coração. Ela sentiu-o muito próximo, e por alguns instantes sentiu que podia abraçá-lo. Como aquilo poderia estar acontecendo? Tudo o que ela mais queria saber era o que ele estava fazendo naquele exato momento. Ou no que ele estava pensando. E aquela brisa não podia ser melhor do que a lembrança de alguém que de alguma forma mexia com ela.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011



''Tenho agradecido por estar vivo e ter andado por todos os lugares onde andei e ter vivido tudo o que vivi e ser exatamente como eu sou.''

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Às vezes nem eu mesma sei quem eu sou.
Mas, ser uma coisa só é muito chato. O bom mesmo é ser de acordo com o dia. (:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Contando fatos



Cair na rotina não significa dizer que seus dias estão chatos, ou que o que você mais precisa é mudar. Há pessoas que fazem de suas rotinas um ritual. Acreditam que se mudarem a ordem dos fatos, vão alterar o resultado do dia, ou sei lá. Existem pessoas assim, e quer saber nem me surpreendo, porque já vi muitas pessoas diferentes, com manias diferentes, com trejeitos e etc. Vamos à exemplos...
Há homens que só fazem a barba depois que ela ter crescido o bastante para quase não se ver a sua boca. Há mulheres que usam sempre a mesma cor de brincos. Há chefes de cozinha que sempre entram no seu local de trabalho com o pé direito. Há jogadores de futebol que sempre antes de suas partidas rezam ajoelhados. Há mães que não saem de casa sem saber onde e o quê estão fazendo cada filho seu. Há pessoas que, sempre depois de terem trancado sua residência, voltam duas vezes para ver se fecharam direito as janelas. Enfim, quanta mania estranha. E há aquelas pessoas que têm mania de felicidade. Sempre há aqueles que independente do que seja o seu dia, independente do que seja a sua noite, deitam na cama felizes e satisfeitos. E se não, tentam no decorrer dos fatos, buscar soluções, buscar respostas, caminhos, tudo com um objetivo, a felicidade. 
Importa se eu faço todos os dias a mesma coisa? Importa se todos os dias eu vou à lugares diferentes e conheço pessoas diferentes? Importa se eu vejo todos os dias as mesmas pessoas? Importa o que você faz? Não! O importante é que aquilo que você faz, seja o que te faz bem, o que te faça sorrir e que não machuque terceiros. A opinião dos outros é importante. Mas se você vai fazer tudo, tudo, se importando com o que vão pensar de você, me desculpe, assim você está perdendo o maior espetáculo de todos, o espetáculo que é a vida. Viva e deixe viver. Sorria e faça sorrir. Porque pouco importa o que vão dizer a seu respeito, encare tudo de cabeça erguida, porque ninguém nunca sabe do amanhã, não é mesmo?

terça-feira, 16 de agosto de 2011




Pouco me importa.


Pouco me importa o quê?
Não sei. 
Pouco me importa.

Fernando Pessoa


domingo, 14 de agosto de 2011




Feliz dia dos Pais!

Pai, eu amo você.

sábado, 13 de agosto de 2011

O que pensar sobre



O que fazer quando a decepção assombra sua mente? Quando o que você acreditava não passava de fantasia ou um disfarce para enganar a sua mente? Não sei só preciso de repostas. Todos me dizem que não se deve olhar tudo com olhos de bondade. Sempre acho que há pessoas que veem maldade em tudo. Mas isso seria certo se estivéssemos há 90 anos atrás. Hoje as coisas não são as mesmas com certeza. Eu me certifico de que as pessoas que enxergam o mundo com olhos realistas tem seus problemas, mas as que fantasiam podem sim se decepcionar também. Não sei, só queria pensar um pouco e cheguei a lugar nenhum...




      ...Today I don't fell like doing anything
                     I just wanna lay in my bed ' ...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um alguém esquecido


Não sei por onde andei. Que caminhos pisei. Que escolhas fiz. Que pessoas amei. Que dificuldade enfrentei. Que coisas perdi. Que sofrimentos sofri. Que pensamentos criei. Que vontades levei. Que derrotas carreguei. Não lembro de muita coisa enfim. Mas só sei que vivi, e sou feliz.

A memória pode te deixar na mão, mas você terá a certeza que se você não tentar agora, o amanhã não vai esperar, o tempo vai passar e você vai ter que escolher. Tentar nunca doeu, tentar faz parte. Eu ainda não consigo praticar esse verbo, mas sei que para conseguir o que eu preciso, vou ter que fazê-lo. As escolhas podem ser difíceis, as respostas podem demorar a chegar, mas mesmo não lembrando de nada, sentirei que  o que eu vivi, não foi em vão, eu tentei e consegui. Afinal, é errando que se aprende! (:





Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de 
impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.
(Fernando Pessoa)

sábado, 30 de julho de 2011

Procurando justificativas


Às vezes transmito de mim para os outros uma imagem errada. Transmito uma pessoa que não sou. Um lado ruim de mim. Isso não é bom, porque dizem que a primeira impressão é a que fica. O que acontece para eu passar esse tipo de coisa é que há pessoas que me passam medo, insegurança, timidez. Não me considero muito tímida, mas há pessoas que me deixam assim. Acabo me fechando em uma janela de seriedade, antipatia. Ocorre então, que bem lá no fundo, eu gosto dessa pessoa, tenho curiosidade e vontade de falar com ela, sinto que ela é bacana, mas acabo não tendo coragem para dar o primeiro 'Olá'.  Fujo de qualquer situação que a envolva.
Eu já procurei me justificar à isso, mas acabei concluindo que isso é bobagem da minha cabeça. E que todo e qualquer ser humano transmite um pouco de cada coisa. Cada ser carrega consigo uma ar de seriedade, timidez, medo... Cabe a mim mesma criar a coragem necessária para tentar dar o primeiro passo, porque nada acontece no mundo se você não tentar. Porque tentar faz parte da perspectiva humanista de cada um, e a sua lei é tentar sabendo que pode dar certo ou errado. Me sentindo segura ou não, o mundo não pára somente porque eu estou com medo. O mundo não pára somente porque estou sem vontade. O mundo gira e te obrigada a girar com ele, e se desobedecer você desaba na primeira volta de 360 graus.
Eu estou a cada dia, conhecendo mais esse mundo, essas pessoas e tudo aquilo que eu tenho certeza que não existem por acaso. Na verdade nada nessa vida acontece por acaso. E disso eu tenho certeza! (:

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Então...


Vamos pensar um pouco. Eu sei que algumas pessoas não estão acostumadas a fazer isso, mas tem um cérebro aí não tem? Então tenta usar.
O que você sente, no seu interior, bem lá no fundo, quando você fala mal de alguém? Qual o sentimento que flui de ti, qual a perspectiva humanista você tem ao fazer isso? Sem resposta? Ok, eu já esperava isso. Por isso mostro-lhes aqui alguns argumentos:
1- Não sei se você tem uma vida felicíssima pra acabar querendo estragar a de alguém, mas sabe, esse alguém quer ser feliz tanto quanto você.
2- No mundo existem mais de milhões de seres humanos, e todos eles tem objetivos e expectativas, não pense que o mundo gira apenas para você.
3- O que te faz pensar que todos os que são ofendidos por você, vão aceitar a sua implicância e ficar quieto? Na boa, nem todo mundo tem o pavio longo.
4- Ao invés de olhar para os outros, olhe para si, perceba que dentro de você existe alguém pedindo uma mudança, atenda.
5- Sua felicidade pode triplicar fazendo isso. (:

Este foi um episódio de: Presta atenção e usa a massa cinzenta. 

domingo, 24 de julho de 2011

O futuro da humanidade


[...] Inesperadamente, Falcão olhou para o infinito e começou a interrogar o Criador. Ele falava com Deus como se fosse seu amigo.
- Ei! Quem é você que está por trás da cortina das nuvens? Por que você se esconde atrás do véu da existência? Por que silencia a sua voz e grita através do fenômenos da natureza? Por que gosta de se ocultar aos olhos humanos? Sou uma ínfima parte do universo, mas clamo por uma resposta. Deixe-me descobri-lo.
Marco Polo ficou espantado com esse diálogo singular. Entretanto, mostrando um ar de intelectual, virou-se orgulhosamente para o amigo e disse:
- Falcão, Deus não existe. Ele é uma invenção espetacular do cérebro humano para suportar as limitações da vida. Desculpe-me, mas, para mim, a ciência é o deus do ser humano.
Numa reação surpreendente, Falcão se levantou. Subiu no banco da praça e começou a chamar aos gritos todos os que ali passavam. Com gestos histriônicos, bradava:
-Venham! Aproximem-se! Vou mostrar-lhes Deus!
Num instante reuniu um grupo.
Marco Polo ficou apavorado. Nunca vira Falcão reagir assim. Tentava acalmá-lo, sem êxito. Ele continuava gritando: 
-Deus está aqui! Acreditem! Vocês ficarão perplexos ao vê-lo.
Marco Polo achava que Falcão entrara num repentino surto psicótico, estava tendo uma alucinação. Procurava ansiosamente pegar nem seu braço para que ele se sentasse. De repente, Falcão silenciou. Apontou as duas mãos para Marco Polo e disse em altos brados:
-Eis Deus aqui, em carne e osso!
Marco Polo ficou assustado. Um burburinho reinou entre os ouvintes.
- Acreditem! Este jovem é Deus! Por que lhes afirmo isso? Porque ele acabou de me dizer que Deus não existe, que é um mero fruto do nosso cérebro! Vejam só! Se este jovem não conheceu os inumeráveis fenômenos dos tempos passados, se ele não desvendou como ele mesmo consegue entrar em seu cérebro e construir seus complexos penamentos, e, apesar de todas essas limitações, ele afirma que Deus não existe, a conclusão a que cheguei, meus amigos, é que este jovem tem de ser Deus. Pois só Deus pode ter tal convicção!
A multidão ficou boquiaberta. O discurso do indigente era tão inteligente que esfaleceu não apenas a soberba de Marco Polo, mas o orgulho das pessoas que o ouviram. O jovem ficou vermelho de pasmo.
Falcão desceu do banco  sentou-se. Desembrulhou um sanduíche e começou a degustá-lo. Com a boca cheia, falou para Marco Polo:
- Sabe que sabor tem esse sanduíche?
Marco Polo , envergonhado, meneou a cabeça dizendo que não.
Falcão prosseguiu:
- Se você não tem segurança para falar de algo tão próximo e visível, não fale convictamente de algo tão longe e intangível. Não é sensato.
O jovem travou sua inteligência. Pela  primeira vez não achou qualquer frase apar rebater. Apenas disse:
- Não precisava exagerar.
Falcão retrucou:
- Se você disse que é ateu, que não crê em Deus, sua atitude é respeitável, pois reflete sua opinião e convicção pessoal. Mas dizer que Deus não existe é uma ofensa à inteligência, pois reflete uma afirmação irracional. [...]


Este é o trecho do livro  que estou lendo ''O futuro da humanidade'' do autor Augusto Cury. A emocionante história de um médico e um mendigo em busca de uma mendo melhor. É muito bom, eu recomendo! (:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Choque de realidade



Você já teve? Não queira, é terrível. É aquele momento em que você pára e percebe que está fazendo algo errado. Ou que tudo ou metade das coisas que você fez são erradas e que não te levaram, não estão te levando e não vão te levar a nada. A sensação é de desapego ou arrependimento, não sei, é uma mistura de sentimentos. É como se você não se reconhecesse mais e o que você quer que aconteça é se esquecer. Você entra em um labirinto que fica nos seus próprios pensamentos e parece que não vai sair de lá nunca! É, eu sei, parece estranho, mas é isso mesmo que acontece. Você não sabe mas nem o que pensar, mas sabe exatamente o que vai fazer a partir daí. Esse choque dói mais que uma descarga elétrica, as queimaduras são de terceiro grau e ficam no coração. As consequências? São ótimas, acredite! Sei que parece algo controvérsio. Mas depois de tê-lo você começa a se orgulhar, a se animar a sentir que teve a capacidade de cair em si. Mas claro, depende de cada pessoa. No meu caso, por exemplo, eu senti uma paz inexplicável, é como se eu tivesse ganhado uma chance, tipo como se eu tivesse ganhado um folha nova, em branco, para desenhar novas coisas. Depois disso a sua reação é repleta de vontade, você quer mudar tudo imediatamente mas sabe que as coisas vão mudar aos poucos. Apesar disso você se enche de felicidade. 
O choque de realidade é uma coisa que poucas pessoas conseguem, tem a sorte de sentir. Com ele, você pode perceber o quanto é humano e o quanto você ainda pode mudar. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011



Quando estou com os meus amigos sou mais idiota que o normal.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre a minha ''ingenuidade''



Eu fico me perguntando algumas vezes... Como alguém pode um dia dizer-te que não tem amigos? Pode dizer-te que não existe uma verdadeira amizade? Tudo o que sei é que uma vida sem amigos é uma vida seca. É como não regar uma plantinha que vive em um vaso. Enfim, só quero ser objetiva com meus compromissos e tentar ser o que de fato eu sou. Me incomoda o fato de saber que há pessoas falsas. Mas o mais difícil de aceitar é que, essas pessoas falsas são seres humanos. São mesmo, acredite. O fato é que eu não me conformo com muita coisa desse mundo e não enxergo a verdade justamente por isso. 
1. Porque há homens que traem as suas mulheres e há mulheres que traem seus homens? Cadê o amor que eles juraram um ao outro?
2. Porque uma pessoa não pode parar de julgar pela aparência ou pelo dinheiro que alguém tem?
3. Porque os homens não podem olhar para as mulheres sem estar com segundas intenções?
4. Porque as pessoas não podem falar das diferenças umas das outras na cara, frente a frente?
5. Porque eu não posso pensar que alguém que já matou pode se arrepender e viver feliz?
 Ainda tenho muitos ''porquês'', mas a verdade continua ali, escondida como se estivesse com medo de eu vê-la e ficar feliz ou decepcionada. Tá, eu só quis desabafar...

Trágico!

terça-feira, 12 de julho de 2011



Às vezes eu penso que deveria ter feito certa coisa. Assim, não estaria aqui com essa dúvida e curiosidade de saber se o resultado seria bom...


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um pensamento meu


Através da chuva percebo a alma das pessoas.


Percebo quanto posso mudar.



E percebo o quanto o mundo já mudou.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.


 Caio Fernando Abreu .

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A menina que gostava da chuva - Capítulo 9

27 de Julho de 2009


''O dilema de Diogo

Após o acontecido Diogo respeitou a vontade de Isabela e ficou longe dela por 24 dias. Ele mesmo não sabia como havia conseguido viver todo esse tempo sem a ver, sem a tocar, beijar e sentir seu cheiro. Os dois, apesar de pouco tempo, se amavam como apaixonados de mais de 2 mil anos. Tinham um elo que não havia palavras que pudessem descrever. Os dias passavam devagar demais para suportar estar fazendo algo sem ela. A rotina parecia desgastada e passar em frente a casa de sua namorada era como andar na chuva  sem guarda-chuva e querer sair seco. E falando na chuva, durante esses 24 dias, choveu. O que era um tormento para Diogo, Isabela adorava a chuva mais do que ninguém e cada gota de caia era uma lembrança que ficava. Os momentos ao seu lado. Os vídeos engraçados gravados na praça. Seu quarto parecia uma câmara de tortura, mas agradável, cheirosa, um cheiro meigo.
No colégio tudo voltou a mesma coisa de sempre. As meninas se engraçando para o seu lado. Os seus colegas fazendo pirraça com os nerds. As aulas demoravam uma eternidade. Isabela estudava em outro colégio e seu turno era o oposto. Diogo era uma cara feliz, animado com tudo. E mesmo triste com perda da namorada ele não deixava transparecer sua tristeza quando estava com seus amigos. Amigos que ele conhecia desde sua infância. Mesmo assim, eles sabiam o que se passava, mas deixavam tudo como estava, não tinha muito o que fazer.

28 de Julho de 2009

Eram 14:47 . Diogo estava na velha praça lendo, quando recebeu um telefonema. Era Isabela.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fugindo dele


Não gosto de fazer isso. Normalmente eu não faço. Eu vivi tantos momentos lindos há alguns dias e, sinceramente, me sentirei culpada se em algum dia da minha vida, estando velha e com a memória frágil, eu esquecer de tudo. Porque há certas coisas que só se enxergam estando de olhos fechados, os olhos do coração também. Eu andei pensando (coisa difícil de acontecer) que o melhor que eu tenho que fazer é fugir daquele sentimento. O amor. Mas, oh, como se foge de uma coisa dessas que não chega nem a ser uma coisa? Não chega a ser algo. Não chega a ser sonho. Apenas chega, chegando. Eu sorrio ao pensar que consigo sentir por alguém algo que só havia sentido por membros da família e amigos. Pela primeira vez eu senti a vontade de estar com uma pessoa, de olhar nos olhos dela, de dizer: tipo assim, eu te amo =P.
Mas porque tenho que fugir? Chega até a desafiar as leis da natureza. Não cheguei a chorar por isso, juro que não. Eu fiquei extremamente espantada quando, em um belo dia, meu coração começou a saltar, quase que pulando para fora, ao simplesmente olhar para um ser humano. Que engraçado. Eu pensei: Oi, coração? Tudo bem por aí? Quer uma água com açúcar? (Vem cá, quem algum dia disse que água com açúcar acalma?). Mas era tarde demais, ele já estava pulando. Aconteceu assim comigo, quando me apaixonei pela primeira vez. Não tenho vergonha de dizer isso, mesmo sendo aqui em uma página pública na internet, a qual qualquer um pode ver. Isso é um texto, com as palavras mais sinceras que eu poderia escrever. E sei lá, alguém pode se identificar com o que eu sinto, ou não. 
E porque mesmo eu tenho que fugir? Porque meu coração me telefonou dizendo que cansou de pular e não poder pular junto com o outro. Cansou de ficar super nervoso. Daí ele pediu para eu fugir. Então eu respondi: Ok, se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao meu coração que fujo! E é assim que estou decidindo. Ainda tenho muito o que viver, e pela milésima vez digo: ponto final hein! :)


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pausa para uma pequena felicidade





Época de férias, é a coisa mais maravilhosa do mundo! Ai, nem sei descrever como estou feliz! haha
Bom, agora é aproveitar... Bahia? Estou chegando... Blog offline  por uns dias. Beijos.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Se eu pudesse voltar ao passado...



Bons tempos são aqueles de criança... Quando tudo o que você imaginava podia acontecer. Quando tudo o que você queria era questão de tempo para conseguir, porque eram pedidos pequenos, simples. Quando você recebia a atenção necessária, não exagerada, mas exacerbada de carinho, principalmente dos pais. Quando a sua única preocupação era a de ficar mais um pouquinho lá fora brincando com os amiguinhos fofos que você tinha. Era simplesmente a coisa mais feliz do mundo quando você ouvia da sua mãe um ''tá bom, pode ficar, mas só mais um tempinho ein?''.  Hoje, quase tudo que você quer, exige muito, muito esforço para se conseguir. A atenção que seus pais te dão é aquela de ''Vai estudar!''. E não existe mais uma única preocupação, e sim milhares delas. Tendo que arranjar um tempo para se divertir. Mas... Se eu pudesse voltar ao passado, sinceramente não voltaria. Porque a vida é feita de etapas, principalmente etapas do tempo. Minha fase criança foi maravilhosa, tenho lembranças muito especiais, mas passou. O difícil mesmo é se adaptar às mudanças que são contínuas não dando tempo nem de respirar o alívio da última. Nem sei porque escrevi sobre, é que comecei a lembrar e passei para cá. É.

terça-feira, 21 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobre a minha tristeza



Hoje eu não quis sair de casa. Não quis estender a conversa com amigos. Não quis ficar em meio à risadas. Estou triste, e só agora resolvi assumir. A tristeza é o sentimento mais cruel e tenho certeza que ninguém gosta de senti-la. Especialmente hoje ela decidiu me pegar de vez e fazer com que eu fique com ela, por obrigação.  A reação das pessoas em frente a tristeza é diferente. Porque cada ser é um ser. Como eu sou quando estou triste? Até parece que não fico. Quando a sinto, ninguém percebe. Eu rio, fico feliz, brinco à toa. Tento sempre ficar em meio ao tumulto de amizades. Ajo conforme a música do dia. Me preocupo em não deixar transparecer que estou mal. Procuro agir comumente a situação válida. Não quero que percebam meu estado real. Por fora estou feliz e sorrio verdadeiramente. Mas em ironia, por dentro estou um caco. Estou sensível, e um pouquinho chata. Qualquer coisinha, faz com que eu desabe ao chegar em casa e ficar só. O estranho de tudo é que não quero que ninguém me pergunte se estou bem, mas ao mesmo tempo quero a ajuda de um amigo. Que queira falar comigo, e eu apenas ouvir. Não quero falar nada, só ouvir. Isso me faz sentir especial. Claro que não sou daquelas pessoas que acha que o mundo gira em torno de si, mas quem não gosta de receber um pouquinho de atenção às vezes e se sentir especialmente precisado de cuidados especiais? Eu gosto, gosto muito.
A parte boa da tristeza, é o seu fim. E é aqui que se encontra o fato curioso de quando estou triste... Do nada, do nada mesmo eu começo a pensar em muita coisa. Não consigo definir cada uma, mas posso citar algumas. Começo a pensar na vida em si, e como mágica eu me sinto extremamente feliz. Abro um sorriso que nem sabia que tinha. Na minha humilde opinião, essa mudança repentina de humor é coisa de quem não bate bem da cabeça, mas se é assim, eu sou uma louca (que medo).
Bom, acontece que hoje, eu estou triste sim, e nesse exato momento tudo o que eu mais quero é esquecer tudo e todos. Amanhã eu lembro, mas hoje não. E como reação de uma pessoa triste á tristeza, vou dormir. Porque é isso que normalmente faço quando estou assim, eu durmo. É, eu sei sou uma menina estranha. 

terça-feira, 14 de junho de 2011





''Não ir embora: ato de amor e confiança''

>> A menina que roubava livros






Em dias de sol



Praticamente todos os dias da minha vida é de sol. Os dias que são de chuva, são acompanhados com uma dose enorme de felicidade e inspiração. O que estou sentindo nesse momento é o que mais quero saber. Há tempos que não entendo como palavras dizem para mim o que há de errado comigo, com meu ser. Não tem como se saber quanto café devo beber se eu não sei o meu limite. A questão é que, a minha auto-estima nunca foi alta e atualmente ela está das piores. Qualquer pobre ser humano teria pena de mim, mas a última coisa que quero que sintam é pena, é o pior sentimento que pode existir.
Nossa, não quero que este pareça um texto depressivo, mas parece que o que sinto é uma coisa triste. Mas ao mesmo tempo que penso nisso, percebo que transbordo felicidade nos meus atos. Acontece que por dentro, estou um pouco destruída e quero colar alguns pedacinhos. Mas para tentar me redimir um pouco dessa enxurrada de sentimentos ruins e tristes, procuro o amor, que é a única coisa que pode me ajudar. 
O caminho mais fácil que posso pegar é a personalidade que posso adquirir. Como isso faz sentido? Não sei, vou tentar.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre pensar



Uma vontade de sair e ir para um lugar assim como o da foto acima. Me isolar e ficar comigo mesma, sozinha, pensando...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre o sentimento mais importante da vida

Ninguém sabe explicar o que é o AMOR
Ninguém vai ser FELIZ sem ser amado. 



Isso é uma VERDADE que não pode ser questionada.

Depois de tanto me questionar HOJE eu tenho mais certeza disso. O AMOR é o SENTIMENTO mais IMPORTANTE da VIDA, com certeza. Sem ele NINGUÉM, nenhum ser humano NORMAL pode viver FELIZ. O amor está nas pequenas coisas, no ato de falar, no ato de olhar, no ato de pensar. A vida em si é o próprio amor que Deus nos deu. Eu me pergunto COMO e PORQUE existem pessoas que não o SENTEM. Eu sinto, eu necessito, eu QUERO, eu SONHO, eu DESEJO, eu DEPENDO do AMOR! 

E como podem existir pessoas que não sentiram o amor ainda, mas eu tenho certeza que vão sentir, um dia, vão sentir. 



terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Está tudo perdido?



Acho que nunca me senti tão confusa. Tenho vontade de jogar meu cérebro fora e pegar outro novinho em folha. Sabe quando você percebe que faz certos atos continuamente e faz por gostar? Eu percebi que gosto de observar o comportamento humano. Muito esquisito, eu sei! Eu gosto de olhar bem dentro dos olhos das pessoas. Quero enxergar a sua alma. Sei que isso pode assustar , mas acredite, faço isso com a melhor das intenções. Observando uma pessoa ao falar com outra. Pode ser um assunto bobo, ou algo grave de extrema importância. Ela gesticula, mexe as sobrancelhas de uma forma, de certo modo, brusca. Ela põe as mãos na cabeça e olha para cima. Ela solta uma gargalhada e chama a outra pessoa a lhe acompanhar. Eu adoro ver como as pessoas passam uma ar de mistério e ao mesmo tempo simples de ser. Adoro perceber quando alguém está acanhado ou exibido demais. Adoro pensar que algumas pessoas deixam transparecer sua alma. Adoro quando noto que há uma pessoa que tem dificuldades de demonstrar o que realmente sente. Quero ajudar e ao mesmo tempo gosto de observar como ela se comporta. As vezes eu acho que as pessoas pensam outra coisa em relação a mim, mas eu não me importo. 
Hoje me dedico ainda mais a observar. Mesmo que pareça invasão de privacidade desvendar a alma das pessoas, eu continuo com esse ato clandestino. Aos poucos eu acho que vou entender esse animal que é tão cruel. Nós, seres humanos. Será que ainda tem solução para o comportamento do homem? Prefiro pensar que sim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sinto isso



Não sei o que está acontecendo. Parece que estou continuamente em locais dos quais não faço parte e pareço sempre dispersa nos mesmos. Me sinto constantemente presa a algum pensamento do qual eu não sei exatamente qual é. Apenas penso. Estão cobrando de mim coisas que não tenho certeza se consigo fazer. Me sinto cheia de obrigações das quais não sinto gosto algum. O pior de tudo é que não posso deixá-las. Tenho a certeza que depois destas, virão mais e mais. Só espero que Deus me ajude! rs


domingo, 29 de maio de 2011

sábado, 28 de maio de 2011




Sei o que sou e sei o que vou ser.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Se permitindo mais



Quando eu acho que eu passei do limite em muitas questões. Quando eu acho que o que eu fiz ou deixei de fazer me fizeram falta. Eu enxergo o que me há de vantajoso. Detalhes como a percepção de pessoas ao seu redor. No momento me sinto invisível e totalmente feliz. Na verdade, para ser bem sincera não passou em nenhum momento pela minha mente que eu pudesse ser inferior ou infeliz. Creio que tudo o que esteja acontecendo seja coisa do destino. Ah, o destino! Deixa eu explicar. Muitas pessoas não acreditam nele. Mas eu sim. Posso provar que ele existe, apenas com fatos. Pequenas coisas da sua vida, você nem sonhou que elas acontecessem, mas elas, aconteceram! Na minha humilde opinião, quando nascemos já está escrito para nós todo um ''roteiro'', tudo, detalhes, dos menores até os mais relevantes. A não ser que, você queira de alguma forma MUDAR seu destino, pois, se você não sabe, você pode. Bom, o destino me reserva ainda muita coisa, muitas surpresas, novidades e decepções. E vai me trazer também muitas pessoas.

Aos poucos eu acho que vou me permitindo sentir.  


segunda-feira, 23 de maio de 2011






Está chovendo lá fora. Está tudo muito lindo, muito mesmo. Tenho vontade de ir para a janela e ficar horas apreciando a água cair do céu.




Verdade (:





A menina que gostava da chuva - Pequeno fragmento 2



Isabela tinha problemas. O que a fazia ficar cada vez mais distante de Diogo. Não o fazia porque quisesse. A verdade é que ela não queria o fazer sofrer mais. Mas o que ela não sabia era que ele não iria desistir. Porque o amor que os dois cultivavam não era tão frágil para ser desmanchado no primeiro momento de dificuldade.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

De como mudei de ideia




Muito antes de vir aqui, escrever, tinha em mente uma ideia. Um pensamento, posso dizer que ele não era dos melhores. Tinha um ar de ''tem certeza de que quer isso mesmo?''. Mas no momento em que eu pensei, me veio à tona uma série de fatores. Influenciaram-me. Andei, deitei, sentei e acabei indo à janela. Lá fora estava tudo muito ameno. As folhas das árvores não balançavam, estavam como se estivessem paradas no tempo. É incrível como quando paro para pensar, se mistura uma porção de dúvidas, medos e ideias. O pior é quando percebo que não estou pensando em absolutamente nada. Isso me intriga.  Em um certo momento até parece que já estou fazendo valer, mas caio em realidade quando percebo que só estou ali, com meus botões.
Sinto a vontade estranha de pegar uma mala, enchê-la com meus sonhos e ir até a lua, sentar, ou ficar flutuando, já que não existe a gravidade. Enfim, me isolar. Um tempo para pensar e chegar a uma conclusão, coisa que, por incrível que pareça, está mais difícil que resolver um exame de física. É como querer fugir de uma coisa que corre mais que você, que te alcança sem esforço. Enquanto seu coração está sem fôlego algum para brincar de pique-esconde. 
Bom, a respeito de mudar de ideia. Fiz sem perceber. Me apeguei por alguns minutos aos fatos. Os fatos fazem com que toda a mágica da vida seja desmanchada, por isso, somente recorro à eles quando estou realmente precisando. Eles, me fizeram pereceber, que mudar de ideia seria o melhor a se fazer, no momento. Volto então à estaca zero, e caio a mutualidade das coisas novamente. Mas sabe, pensar é bom e é ruim ao mesmo tempo.