Estou tentando buscar uma verdade que eu não quero
acreditar. É como se estivesse a vendo na minha frente, na verdade milhares
delas, todas disfarçadas. Por traz de cada disfarce um objetivo, me iludir. Às
vezes eu perco a esperança em achar que a ingenuidade ainda existe, por ver e
ouvir tantas situações na minha vida. Mas logo a recupero, ao lembrar o sorriso
de uma criança, do brilho no seu olhar ao falar que é feliz.
Fiquei pensativa quando ouvi de alguém isso: “Eu não
acredito em mais ninguém, desiludi”. Pus-me a imaginar o que teria levado
aquela pessoa a ter tal convicção. Quem arrancou dela todas as emocionantes
estrelinhas de sonho? Perguntei-me por que tratam o amor, o carinho, o brilho,
a emoção como “todas aquelas coisas”. Mesmo assim eu quero acreditar, que Todas Aquelas Coisas existam
para alguém, assim como existem para mim. Quero experimentá-las “bem muito”.
